quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Todo dia sempre todo dia



"Não damos o devido olhar a tudo que vemos"
C. E. Stwart

Hoje acordei as 7:13 da manhã, troquei a roupa, mandei o pão pra dentro e sai correndo pro trabalho. Enquanto estava no trânsito engarrafado liguei o rádio para me informar, nesse curto prazo de tempo ouvi notícias sobre as eleições locais, sobre estudos que mostram que ancestrais suíços eram canibais, que a Lara chamará Flora de mãe no episódio de logo mais, que Obama e McCain lançam comunicado em conjunto e que o dólar continua caindo.
Buzinas ressoavam no meu ouvido junto com os jingles das campanhas, é o Marcinho do Detergente, o João da Parabólica e até o José Antônio Mãos de Tesoura, haja concentração. E continuava andando, quando mais um sinal ficava vermelho a minha frente, o trânsito parado e o mundo ainda assim acelerado, agora o menino baleiro batia no meu vidro: “Ò tia! Cinco pirulito por um real, ajuda eu aí?”. O sinal abre e eu com os meus cinco pirulitos seguíamos ao meu trabalho, um mundo de outdoors, de panfletos, de bandeiras balançando, de gente gritando, de carros cruzando, aquilo era uma vida em frações de segundo.
Chegando ao trabalho arquivei alguns documentos, atendi alguns telefones, fui simpática com algumas pessoas, me irritei com outras, ouvi mais algumas notícias: escolas são desocupadas após ameaças anônimas, suspensa Lei Murilo Mendes, um homem de 50 anos atropelado na linha de trem, Margarida continua a frente nas pesquisas.
Ufa! Mais um dia se passou e eu retornei a minha casa para o meu descanso, então ligo a TV para me informar um pouco mais: Índios brasileiros lançam campanha de paz em Paris, EUA suspendem serviços consulares depois de atentado a hotel no Paquistão, presos pulam o muro e fogem de presídio em Belém, a mega-sena está acumulada em 3,5 mi. Logo começa a novela e Lara chama Flora de mãe pela primeira vez. Bem-vindos a sociedade da informação.