quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Por uma questão de solidariedade


JF Folia é a festa em que o juizforano anda de bermuda, tira a camisa e “bebi, bébi, bebi” pra tentar ver o mar.

Sábio do Azerbajão

Hoje começa em juiz de Fora a maior micareta da região.Para quem não sabe Micareta é o nome que se dá a um carnaval fora de época. No caso de Juiz de Fora acho que esse ano está um pouco mais fora de época do que os outros anos e demais lugares. Nunca vi outubro fazer um frio desses. Alguns termômetros marcaram hoje 13° graus. Vê se pode, pular numa micareta de 13°, e a sensação térmica, já pensou?

Mas pensando bem, sensação térmica é uma coisa relativa, possivelmente até entrar no estádio o “encarangamento” vai ser coletivo, mas depois, a solidariedade das pessoas fica tão a flor da pele, principalmente, depois de uma...duas...três...latinhas de cerveja, que a vontade de esquentar umas as outras é quase incontrolável. Ah meu Deus, quanta generosidade.

E esse ano além dos shows já agendados, da moçada bonita e de tudo que vocês já conhecem, poderão também se prevenir contra a rubéola, é isso mesmo, você paga a entrada e ganha a vacina. A prefeitura levou a sério a idéia de que “de graça até injeção na testa”. Ao menos se a sua avó te perguntar no almoço de domingo o que você fez no fim de semana, você pode falar que tirou algumas pessoas do frio e participou da campanha de vacinação contra a rubéola.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

“Sou brasileiro... e agora José?”





Maressa Coelho


Época de eleições municipais. Época em que palavras como “cidadania” e consciência política” tornam-se cotidianas nos veículos de comunicação. Não é de hoje, que as campanhas de publicidade governamentais trazem a noção de deveres e direitos políticos dos brasileiros em momentos oportunos. Algumas marcaram a história de consciência política da população.
O slogan “Sou brasileiro, não desisto nunca”, por exemplo, tornou-se jargão As histórias de brasileiros que ultrapassaram obstáculos para chegar a resultados heróicos comoveram e elevaram a auto-estima da sociedade. A utilização de figuras públicas como Hebert Viana e Ronaldo “Fenômeno”, tornaram esses comerciais ainda mais influentes. Dentre eles, um contava a história de uma analfabeta que começou a estudar aos trinta anos e conseguiu seu diploma de pedagoga, porque agora queria ensinar aos que não tinham oportunidade.
Intrigante a idéia dos “marketeiros da República” de tornar a miséria social em ato heróico. Tornar cidadãos brasileiros em pessoas desbravadoras, que lutam contra um sistema, isentando o governo de qualquer culpa, mas elevando a auto-estima e a capacidade de superação do povo. Profissionais estes, extremamente capacitados a exercer os dotes publicitários para uma questão social.
Agora, o foco está nas eleições municipais – QUATRO ANOS É MUITO TEMPO! A tentativa de aclamar a população à consciência política é um tanto quanto superficial. As campanhas “Sou brasileiro, não desisto nunca” e “Quatro anos é muito tempo”, analisadas paralelamente, terão um caráter paradoxal. Ao mesmo tempo em que “Dona Maria” começa a estudar aos 30 anos (por falta de estrutura social), também é chamada para ter consciência política e responsabilidade sobre os quatro anos de mandato.
Essa forma de publicidade subestima a capacidade do cidadão de reivindicar aquilo que é seu por direito, traz uma ilusão em relação ao seu poder efetivo de transformação. Condiciona o indivíduo a aceitar a única condição que lhe é mostrada. Ao afirmar que o “brasileiro não desiste nunca”, prestigio terá aquele que conseguir superar as dificuldades desnecessárias: a falta de amparo do governo nas questões básicas de sobrevivência, como saúde e educação.
Do voto consciente, o que podemos falar num país onde há grande taxa de analfabetismo, campanhas eleitoreiras semelhantes a espetáculos circenses, é que precisamos de consciência no ato da propaganda, da demonstração e efetivação das propostas apresentadas. E quanto aos longos quatro anos, talvez, tenhamos nos tornado de fato heróis adaptados e nem notamos diferença entre um mandato bom ou ruim. Apenas nos adaptamos.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Alguma sugestão pro título?


O TEMPO é a mobilidade das circunstâncias, é a precisão do exato momento e a conservação das memórias. Viver em busca do TEMPO perdido e perder o TEMPO vivido são paradoxos que nos levam a crer que o homem não sabe conservar a sua vida e dela tirar o maior proveito. Seja vivendo todos os dias achando que nunca consegue realizar seus projetos, seja viver achando que tem TEMPO suficiente para que as coisas aconteçam de uma forma magnífica . A espera do grande momento é a mais insana das ilusões, pois através da continuidade desses momentos é que construímos uma grande história, pela qual seremos lembrados por um TEMPO na eternidade da sucessão de acontecimentos.