sábado, 23 de fevereiro de 2008

"Vamos pra frente que pra trás nã da mais"


Hoje andando pela manhã como de costume me deparei em frente ao Cine Teatro Central na Halfeld com um cartaz enorme anunciando um show que com certeza será marcante em minha vida, Raimundo Fagner. E achei necessário postar sobre ele aqui, não sou tiete sou amante, amante da arte desse nordestino singular.
Existem coisas que ficam na vida da gente para sempre e foi ao abrir o último cd que dei pro meu pai e ouvir a música Canteiros que pude perceber o quanto de nós havia naquele cd. O quanto da paixão pela música, e de pensar na vida através dela. Das coisas de amor, das coisas do dia, das coisas de um artista, não de um “popstar”, mas daquele que tem a capacidade de tornar a rotina em versos, a tristeza em melodia e profissão em uma paixão. O artista em sua mais pura essência. E talvez esse seja o maior vínculo entre nós três, desde a admiração à intensa identificação com o sentimento exposto através de acordes e letras.
Depois do dia 01/03 terei algumas impressões para postar aqui, enquanto isso vou me contentando com o youtube mesmo...
http://www.youtube.com/watch?v=3m7ByxBvGjQ

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

O Show de Maria, João, Severinos....

Uma música lúdica, uma imagem chocante de uma criança pegando comida no lixo, está pronto o show “A pobreza como parte da natureza”. Alguns suspiros e lágrimas são arrancados do telespectador. Mas pobreza não é um estilo de vida ou quem sabe uma forma de despertar o sentimento de solidariedade em quem vê. Pobreza é uma questão social, devemos nos revoltar muito mais do que nos penalizar ao ver uma criança vendendo doce nos sinais, catando lixo, assaltando.
Não é justo deixar que a realidade se torne uma catarse, nos sentimos redimidos ao nos penalizarmos com a miséria. O grande equívoco ocorre quando deixamos de pensar socialmente e pensamos em próprio beneficio com aparência de caridade. O mundo não precisa de caridade!
O mundo precisa de espontaneidade, de pessoas que ajam de acordo com seus sentimentos mais sinceros e que dessa forma procure aperfeiçoa-los a ponto de fazer-se conhecer de forma verdadeira. Não mais por uma questão de parecer o “mocinho” da história, mas por mostrar compaixão quando sentir compaixão, amor quando sentir amor, generosidade quando realmente senti-la.
Não são campanhas de TV nem imagens catárticas que trarão essa verdade ao homem, mas a sensibilidade de cada um em relação a sua realidade. Sensibilidade esta que ao longo do tempo foi massacrada pelas infinitas obrigações que ocuparam o dia-a-dia de cada um. Por isso, hoje, a sensibilidade é mecanizada, condicionada pela indústria do entretenimento. O homem se tornou mais suscetível as impressões dos outros do que a descobrir suas próprias impressões, o que bloqueia a capacidade de criar.
E o que isso tem a ver com a questão social? Com a fome?
Quando o homem não desenvolve a sua capacidade de perceber o mundo da sua forma ele se torna condicionado a aceitar as coisas da forma que o mostram. Então se o condiciona a posição de pobre, escoria da sociedade, o “coitadinho” que cata lixo no aterro, existirá um conformismo enquanto sua posição. E do outro lado hipnotizados pela catarse o homem busca se redimir de sua constante falta sensibilidade com fluxos de sentimentos despertados pelos sentidos e por uma programação metodicamente programada para tal reação;

Convém pensar em atitudes de Gentileza
http://www.youtube.com/watch?v=VKnVAZHehV0&feature=related

Cada um com suas "coisinhas"


Quando era criança desconsiderava as “coisinhas de crianças”. Hoje, vejo que as "coisinhas de adultos" são as mesmas "coisinhas de crianças",porém, não tenho a possibilidade de desconsiderá-las.