
Quando penso no teu rosto,
fecho os olhos de saudade;
tenho visto muita coisa,menos a felicidade.
Soltam-se os meus dedos tristes,dos sonhos claros que invento.Nem aquilo que imagino já me dá contentamento.
(Cecília Meirelles)
(Cecília Meirelles)
Se eu conseguisse transportar o que sinto ao fechar os olhos e ouvir os acordes iniciais da música Canteiros seria como desenhar o esqueleto de um sentimento sublime e doloroso chamado saudade.Então me apego firmemente às lembranças e mantenho no imaginário o alimento da realidade, e não penso como poderia existir a ausência da saudade, mas procuro me lembrar dos motivos que me fazem senti-la.
Lembro-me das boas gargalhadas, da voz, do cheiro, do jeito espontâneo. Apego-me aos detalhes, aos conselhos, ao gosto comum. E é por isso que aprendi a admirar incansavelmente o nordestino Fagner, aprendi viver a vida com alegria, a saber recomeçar, a dar valor a familia, a amar a música, a sonhar acordada, a comer abacaxi com carne, a preferir um dia com muitos amigos a um com muito dinheiro e assim, desse jeitinho Coelho de ser, mantê-lo sempre presente em mim. Dessa forma consigo "ter no mato o gosto de framboesa e correr entre os canteiros e esconder a minha tristeza.”.

