sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Vamos rir com ética


Uma coisa tem me chamado muita atenção na televisão brasileira: a nova vertente do humor. Programas como CQC e Pânico têm roubado audiência de programas tradicionais. O caráter de humor "escrachado", ousado e até mesmo informativo tem rompido com alguns parâmetros da TV. Uma espécie de máscara transparente, onde os humoristas-repórteres buscam desmistificar as celebridades, políticos, pessoas públicas no geral, através de quadros que induzam o espectador a enxergar um ícone nacional como uma pessoa comum.Quadros como o Em Foco do CQC, chegam mesmo, a ridicularizar a capacidade de argumentação do entrevistado, que muitas vezes são políticos ditos sérios e que normalmente não cedem entrevista a programas de humor. Como foi o caso de José Genuíno, que no quadro, mostrou-se extremamente flexível ao repórter-humorista, creditando a ele confiança total por não saber que estava dando entrevista ao CQC.O contraste entre a abordagem feita por um telejornal formal a um político e a de um programa de humor é absurdo, não digo que há um melhor e nem pior, porque são abordagens diferentes com intuitos diferentes. Mas fico pensando no telespectador e nos índices de audiência, nos indicativos de interesse. Os programas de humor tem tido a capacidade de aproximar os políticos do espectador. A perseguição contínua aos prefeitáveis nas cobertura do CQC às eleições foi algo, senão informativo, ao menos foi intrigante, as perguntas abertas e sarcástica levaram o Brasil a bons risos e os candidatos ao desespero.O IBOPE desses programas tem sido algo tão forte que no 4° Festival Internacional de Televisão, haverá um debate no dia 5 de novembro, entre os líderes Marcelo Tas (CQC) e Emílio Surita (Pânico) que tratará do humor na TV. A abordagem das novas formas de se fazer humor e seus limites serão discutidos. Até que ponto é conveniente aos próprios veículos de comunicação essa desmistificação do poder da imagem pública, até que ponto o humor pode ser usado como instrumento de protesto político e quais os parâmetros éticos dentro da produção desses programas.Se formos tratar de ética deveríamos questionar também as coberturas exageradas, que utilizaram-se de uma tragédia para dramatizar, quase tornar uma novela, casos como o do João Hélio, da Isabela Nardoni e, mais recentemente, o da jovem Eloá Cristina. A proposição do Imepachment do Presidente Collor, o apelo das telenovelas para o sexo.Enfim, ética na TV brasileira é um caso de interesse, é quase subjetivo. Quando se apresenta quadros como o Proteste Já do CQC, onde o jornalista Rafael Bastos recebe denúncias de problemas sociais e tenta resolve-los da forma mais simples possível, indo ao local e procurando o responsável pelo problema, dando-lhe um prazo máximo para a apresentação da resolução, isso pode não ser ético para uns. Sobre a ética do novo humor, Marcelo Tas, produtor do programa CQC, diz : "Quanto à ética, quero esclarecer: a função social do 'CQC' é incitar." E isso pode ser extremamente desconfortável.

O que faz você no mundo?


Dizem por aí que o mundo tem aprendido a conviver com a diversidade cultural. Nós, brasileiros, em especial sabemos bem o que é isso,colonizados por portugueses, holandeses, franceses e com traços dos índios natos somos o país da miscigenação.
Mas numa dessas reflexões de bar eu me peguei questionando sobre uma diversidade mais profunda, não a que existe entre negros, loiros ou ruivos. Mas a diversidade de pensamento, de idéias, de ações que coexistam de forma respeitosa. Então comecei a observar as pessoas que estavam a minha volta. Percebi que todas se vestiam com do mesmo jeito, fossem negros ou brancos, todas pareciam agitadas (Tudo bem! Era uma sexta-feira às 4 da tarde, confesso), todas regidas por um mesmo padrão, por necessidades comuns.A partir desse dia passei MESMO a pensar sobre o assunto, percebi que há alguns anos existiram pessoas que modificaram a estrutura de pensamento de uma época como Einstein na ciência, Elvis e Beatles com a disseminação do rock, Martin Luther King com a sua causa social, observem que os exemplos não se restringiam a apenas um grupo, mas alcançaram a massa de uma forma incontrolável. Implantaram seus pensamentos, seu ritmo e suas teorias de forma expansiva e geral.
Na minha breve pesquisa pelo "google" achei um nome muito interessante, não sei se já ouviram falar em Banksy, mas ele é o anônimo mais famoso do mundo. É o artista de rua mais expressivo que já existiu, ninguém sabe seu nome ao certo, nem a sua aparência. Sabe-se que ele nasceu em Bristol, no Reino Unido e seus stencils são facilmente encontrados nas ruas de Londres. De grafiteiro iniciante aos 14 anos, hoje ele se destaca devido a ousadia de sua arte, que pode custar até 10 mil dólares.
Procurado pela polícia e desprezado pelos artistas, por ter tornado a arte em uma coisa "pop", o que importa é que Banksy protesta, debocha, expõe suas idéias ao mundo como forma de inovação, utiliza-se de uma habilidade para expor sua diversidade ideológica. E o faz de forma brilhante.
Não estou aqui incentivando a você a começar a riscar as paredes da sua cidade, mas vamos refletir sobre aquilo que nos faz ser nós mesmos e expor isso ao seu ciclo social, a sua comunidade, a sua cidade e ao mundo. Use suas habilidades, use a sua inteligência e não restrinja a sua capacidade a apenas um grupo seleto, porque a massa também pode aderir uma idéia inteligente.Para quem quiser conhecer mais da arte de banksy, aqui vai o site: http://www.banksy.co.uk/